Maria A. - RETIRO DE 1/2.FEV.2014

Beloved,
Gratidão é a primeira palavra que quero proferir, porque é o primeiro que aflora no meu coração quando recordo esta reunião sagrada. Gratidão, minha irmãs queridas.
Confesso-vos que não é simples voltar a este retiro, caramba, fiquei ab-so-lu-ta-men-te esgotada (mas não prostrada!), muitas emoções e manifestações que vieram à tona, tanta dor. A dor foi uma canoa para mim. Por ela sempre naveguei, em novas e desconhecidas aguas, é certo; com o devido valor e coragem, é certo. Mas a sua sempiterna presença sempre lá. A velha companheira dor que tanto, dizemos, lutamos por abandonar- mas será que o corte é verdadeiramente feito até ao fim? será que não me apavoro perante o vazio que deixa? E o que faríamos nós de nossa vida tão pura? Pois. Apavora sim. Mas aqui deixo escrito e decretado: pretendo seguir. Os antigos dizem que se te atreves a dar o passo que te lança no abismo, o teu pé encontra o outro lado do desfiladeiro. Talvez seja isto viver em magia, minhas irmãs. Não é com a ligeireza que gostaria de assumir, mas vou avançando para me livrar desta "companhia". E ao ver-vos e ao ser sustentada pela vossa coragem e pelo vosso próprio trabalho para dela igualmente se desembaraçarem, pude alcançar muito mais longe, muito mais assertivamente. De novo, queridas mulheres, a minha gratidão.
Foram muitas as tomadas de consciência no sentido do resgate da sagrada condição daquilo que é ser mulher. Sobretudo, não tenho que viver em função de ninguém senão de mim.
A tudo isto consegui chegar também pela vossa ajuda. Um agradecimento especial à Sally que brilhava na terra como eu nunca vi, e que na viagem de carro de volta, me validou enquanto linda mulher em graça em força em espanto em luz. Obrigada também à Carla Correia, por ser tão profundo e preciso canal da Mãe. Que colo! Obrigada Mariana pela tua verdade; Obrigada Cristina pela ternura; Obrigada doce Luísa; Obrigada Ana, por seres um espelho meu!; obrigada Elizabete, foste para mim ao longo do retiro inteiro talvez a manifestação mais clara da menina; obrigada Carla Mourão, meu coração se alegra e se serena muito por encontrar-te. Obrigada Isabel. Quanto fruto na encarnação da missão. Que o teu esforço sempre te sustente!
Queria também deixar o registo de uma pintura que fiz uns dias antes deste retiro. Que na altura nada entendi- não se parece com nada que já tenha feito- e que agora, de repente, me leva para a entrada que um enorme dragão de rubis por olhos guarda. Aho!
A benção, lindas mulheres!