A mãe biológica e as figuras maternas (ou como a mulher precisa regressar ao útero) por Isabel Maria Angélica – 16.Mar.2017

15-03-2017 16:39

É um texto longo, mas que, tal como todos os outros que escrevo, é uma reflexão a partir da minha vivência. Não é uma doutrina. Não é uma verdade absoluta. É uma busca de respostas internas e inspirada por grandes mulheres que se atrevem a não se acomodar.

 

"Com as heranças que recebemos das nossas mães, vamos para o mundo dos relacionamentos e começamos a receber o retorno de tudo aquilo que carregamos da nossa personalidade amplificado pelas transmissões silenciosas ou ruidosas das nossas mães. Normalmente não nos questionamos porque atraímos esta pessoa ou aquela situação. Interiormente fazemos a matemática e sabemos identificar onde é que aquilo toca na nossa história pessoal, mas escolhemos, na maioria das vezes, em olhar para tudo isso de forma impessoal e sacudir da água da nossa responsabilidade e lançar uma verbalização como “Se estou a passar por isto, a culpa é da minha mãe…”

Escolhemos companheiros e companheiras de caminho que, obrigatoriamente, vão representar aspectos e nuances que vimos nas nossas mães. Podemos procurar o conforto dessa figura materna porque nos faltou uma na infância e, para tal, poderemos escolher homens ou mulheres que possam desempenhar esse papel. Atraímos as figuras maternais autoritárias ou submissas, que controlam ou não impõem limites, que nos vão tocar naqueles gatilhos emocionais desarranjados que carregamos.

Dado que não existe o trabalho de consciência base que nos ajude à cura interna da ferida com a nossa mãe, com o nosso Fio Vermelho, vamos agir e reagir com essas figuras maternas da mesma forma como agimos e reagimos com a nossa mãe… Num ápice, aquela pessoa bestial passa a besta, pois não correspondeu à expectativa que ela deveria ser perfeita, dado que a nossa mãe não o foi… Mas a perfeição não existe, lembrem-se disso. E à mãe (ou as figuras maternas que colocamos no seu lugar) não lhe compete ser perfeita. À mãe compete-lhe ser mãe (talvez um papel de educadora, professora, nutridora e directora) e os outros não têm a obrigação de ocuparem papéis de figuras maternas nas nossas vidas, mas são sim outros seres humanos que igualmente caminham como todos na Terra com as suas próprias mães por resolverem."

 

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